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Menino de 9 anos atende pedido de mortos e se casa com mulher de 62

  • Saneie Masilela, 9, uniu-se a Helen Shabangu, 62, para deixar parentes mortos felizes
    Saneie Masilela, 9, uniu-se a Helen Shabangu, 62, para deixar parentes mortos felizes
Um menino de 9 anos atendeu o pedido de antepassados mortos, casou-se com uma mulher de 62 anos e tornou-se o noivo mais jovem do mundo. Saneie Masilela uniu-se a Helen Shabangu, que já é mãe de cinco filhos, com idades entre 28 e 38 anos. Eles celebraram seus votos na frente de cem convidados em Ximhungwe, na África do Sul.
A cerimônia aconteceu na frente daquele que é marido há mais tempo de Helen: Alfred Shabangu, 66. Ao jornal britânico "Mirror", Shabangu disse que não vê problema na união, e nem ele nem seus filhos se importam com opiniões contrárias ao relacionamento.
O casamento faz parte de um ritual em que se respeita o desejo de antepassados mortos de Saneie, que lhe pediram que se casasse no ano passado. "Escolhi a Helen porque eu a amo. Apesar de nós não vivermos juntos o tempo todo, nós nos encontramos no lixão onde minha mãe trabalha", contou o garoto. "Quando eu crescer, casarei com uma mulher da minha idade". A família do menino --o mais novo entre cinco filhos-- pagou 500 euros à noiva e outros 1.000 euros pela cerimônia. O amor é mesmo i-nex-pli-cá-vel!
Helen, que trabalha com reciclagem, diz que o casamento é apenas para agradar os ancestrais. "Sanele vai crescer normalmente e, um dia, terá sua própria família e se casar. Toda essa cerimônia é para deixar os antepassados felizes".
Para a mãe do menino, de 47 anos, caso ele não tivesse atendido o pedido dos ancestrais, algo ruim poderia ter acontecido à família.
UOL

Camarote despenca com cantor da banda Jammil e Uma Noites

Um momento de diversão quase virou uma grande tragédia na noite desta sexta-feira em Miracaxi, Tocantins. Durante o bloco Zuera, uma das maiores micaretas do estado, um camarote desabou enquanto fãs e o cantor da banda Jammil e Uma Noites pulavam sobre a estrutura.
Segundo a Polícia Militar, com a queda, 12 pessoas se machucaram e seis foram atendidas no Hospital Regional de Miracema. O cantor também ficou ferido, mas sem nenhuma gravidade. Neste sábado o cantor Levi Lima postou uma foto nas redes sociais e tranquilizou os fãs.
“Foi um grande susto mas graças a Deus ninguém se machucou gravemente.”, disse o cantor.
Com Paraíbaja

MUDANÇA - Congresso aprova flexibilização no horário da Voz do Brasil

 A comissão mista do Congresso Nacional que analisa a Medida Provisória (MP) 648/14 aprovou a flexibilização do programa A Voz do Brasil, que apresenta notícias sobre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Pela proposta, as emissoras de rádio comerciais, comunitárias e legislativas poderão transmitir o programa entre as 19h e as 22h. O horário permanecerá fixo apenas para as emissoras educativas.

O texto original da MP, enviado pelo Executivo, autorizava a mudança de horário de transmissão da Voz do Brasil apenas durante a Copa do Mundo. Mas o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), aprovado pelos parlamentares da comissão, modificou a medida e manteve a flexibilização por tempo indeterminado. Agora, os plenários da Câmara e do Senado deverão analisar a MP, que tem validade até outubro.

Para Ferraço, a alteração responde às mudanças que atingiram a sociedade brasileira desde 1935, quando o programa começou a ser transmitido.

— Mudaram-se os hábitos, o Brasil não é mais um país rural, é um país urbano. E, pela primeira vez, nós tivemos a oportunidade de experimentar um mecanismo diferente. Durante a Copa do Mundo, o horário foi flexibilizado, e as pesquisas apontam a aprovação, por parte da população brasileira, e até mesmo a ampliação da audiência — disse.

No entanto, a avaliação de Ferraço não é consensual. Mário Augusto Jakobskind, integrante da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que opera o programa e produz parte dele, diz que a mudança poderá ser “um erro crasso dos parlamentares”.

— Flexibilização, na prática, representa, primeiro, o fim da Voz do Brasil a médio e longo prazos, porque quem é que vai fiscalizar isso? Segundo, esse horário tradicional das 19h às 20h é o horário que milhões de pessoas, pelo Brasil afora, têm informações por meio programa — ponderou.

Segundo o Ministério das Comunicações, havia em 2012, no Brasil, mais de 9,4 mil emissoras de rádio. A dificuldade de fiscalizar todas essas emissoras também preocupa o Movimento em Defesa da Preservação da Voz do Brasil, que reúne organizações da sociedade civil. O coordenador do movimento, o jornalista Chico Sant'Anna, disse que programa, considerado o mais antigo do mundo em operação, é importante para dar transparência pública aos atos dos Três Poderes e prestar contas à sociedade.

Sant'Anna acredita que a flexibilização pode prejudicar populações que vivem em cidades distantes dos grandes centros urbanos.

— É um importante elemento de informação para milhões de brasileiros. Uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República identificou que 60% dos moradores da Região Norte e 50% das regiões Nordeste e Centro-Oeste ouvem diariamente A Voz do Brasil e têm o programa como a única ou quase única informação do que acontece no Brasil.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), entidade que lançou, neste ano, uma campanha pela flexibilização do noticiário, argumenta que a mudança não diminuirá o acesso da população brasileira à informação. De acordo com o presidente da associação, Daniel Slaviero, durante a Copa do Mundo, apenas 31% das emissoras optaram por mudar o horário do programa e, segundo ele, teve melhores índices de audiência.

— Os resultados foram muitos claros. Aumentou a audiência porque aumentou a exposição do programa. O ouvinte que não ouvia às 19h, pode escutar às 20h e as 21h — argumentou.

Uma pesquisa encomendada ao Datafolha pela associação, em fevereiro, aponta que 22% dos 2.091 entrevistados apontaram que passariam a ouvir mais A Voz do Brasil caso o horário fosse alterado. A estimativa da Abert é que a audiência do programa aumente até 13 pontos percentuais com a flexibilização. — Estamos convictos de que o texto aprovado na comissão mista fortalece esse programa centenário, porque aumenta a exposição — avaliou Slaviero.

Já as entidades da sociedade civil apontam que é esse aumento de audiência o que está na mira dos empresários.

— Isso tem simplesmente o objetivo de faturar mais —diz Sant'Anna, para quem o programa é um “patrimônio cultural brasileiro”.

Ele explica que os congestionamentos nas grandes cidades criaram um público-alvo em potencial para as emissoras, justamente no horário de transmissão do programa.

— Elas querem ganhar um maior faturamento porque sabem que o motorista está preso no trânsito, vai ficar uma ou duas horas, e aí querem veicular mais anúncio naquele horário — explicou.

A obrigatoriedade de transmissão do programa está na lei de 1962 que institui o Código Brasileiro de Telecomunicações. Esta não é a primeira tentativa de mudar o horário de transmissão. Desde 2006, tramita no Congresso projeto de lei com a mesma finalidade. O texto foi aprovado pela Câmara e já foi apreciado por comissões do Senado, onde aguarda votação em plenário. Uma ação que questionava a constitucionalidade da formação de cadeia nacional para a veiculação do programa já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o pedido foi negado pelo Supremo, que entendeu que o Código Brasileiro de Telecomunicações seguiu a Constituição Federal.

De acordo com a decisão da comissão, as emissoras de radiodifusão sonora que optarem pela mudança de horário do programa serão obrigadas a veicular, diariamente, às 19h, exceto aos sábados, domingos e feriados, inserção informativa sobre as retransmissões da Voz do Brasil.

Zero Hora